Amontoado de Auroras

Não precisávamos de mais que um olhar
Estampado em minha face
Explícito era minha vontade de te agarrar
Deixar que me penetrasse, nem que sua entrada forçasse
Levando-me ao orgasmo, fazendo me gozar

Lembranças de outrora
De quando ainda era vivo talvez o amor
Queria eu voltar quando quisesse, a qualquer hora
Fazer-te excitar, num ritmo frenético com ardor
Tendo nossos gemidos ecoando alem da aurora

Suas mãos a me acariciar, fazendo arrepiar
Cada centímetro de meu corpo, por toda sua extensão
Enquanto você me invade, corrompendo-me de pressa e de vagar
Seguido de seus beijos molhados, tesão
Febril, a temperatura descontrolada, sempre a aumentar...

Ah me perco nesses devaneios
Onde sou lhe amante, como antes...
Agora somente em minha mente, sinto certo receio
Nostalgia eu diria, de marcar-te o semblante
Fazer-te ceder, se perder em meus meios...

Todo cheio de si, se exibia sem precisão
Pulava feroz por cima de mim,
Faltava-me comer de tal modo que não sobrasse nem o coração
Eram manhãs, tardes, noites, a qualquer hora podia ser assim
Fazia-me tua, rapidamente calculando acertava sempre a próxima ação

Saudades da mocidade que me deixou
Não que o tempo tenha me castigado
Mas era sapeca de modo que você sempre gostou
Agora é só lembranças, em minha mente um amontoado
De auroras em que de meu creme você se lambuzou


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Lunes, Agosto 23, 2010 - 17:36

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Jhyn

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Comentarios

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Re: Amontoado de Auroras

Gostei, bastante, de ler.
:-)

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Re: Amontoado de Auroras

Gostei imensamente do texto! Adorei!!!

Varenka

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