Indefinições
No universo das definições, escrevo linhas curtas;
súbitas buscas, pelo nexo das idéias mal formuladas.
Avessa às teses aprisionadas, em construções semânticas,
deslizo pelas tramas, pelas tranças,
de um dia após o outro, sem noites de interregno.
Sou vasta de gestos e reflexos;
de pensamentos bruscos e complexos,
de gente gritando em meus ouvidos
e de um porvir de recomeço.
Plena de essência e vazia de demarcações,
sou campo fértil; desejo estéril;
divina decadência e luxúria em fúria.
Indecente, exorto a fêmea que, às vezes, adormece.
Às vezes chora a filha, por um colo de pai que assegure espaços.
Às vezes, quero apenas línguas,
epidermes e sensações fluidas
que desejos passageiros oferecem em profusão.
Sou um tudo e um nada, que os compêndios não explicam;
mulher e deusa; criança e bicho,
sou aquela que se põe a dançar.
Sou a dama das camélias; sou intensa e fria,
sou teia e armadilha; sou fêmea e chuva.
Hoje sou do mundo mas, quiçá, um dia, tenha sido tua... (Ana Patricia Maximo)
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