Mudança

Vinte e sete de agosto de dois mil e dez. A última noite nesta casa. Quase tudo embalado: os sonhos, o passado, as alegrias, as lágrimas, a angústia da espera, meu filho chegando recém-nascido, minha mãe deitada no chão do quarto contando as velhas histórias... As caixas estão cheias de esperança. Desmontados os medos, apronto-me para a mudança. Hoje, especialmente hoje, este lugar cheira a camomila. A liberdade deve ter cheiro de camomila. E vou. Eu e meu homem de sete anos de idade. A família está menor e os projetos numa imensidão que talvez não caibam no meu universo hoje: vinte e sete de agosto de dois mil e dez.

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Viernes, Agosto 27, 2010 - 23:39

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Fuentes

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Comentarios

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Re: Mudança

Eis o importante:

"As caixas estão cheias de esperança."

:-)

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Re: Mudança

Por muito dura que seja a mudança, com ela, se inicia uma nova esperança. Muito bonito este teu texto. Gostei. Abraço

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