Sede

Tinhas sede, senti que tinhas sede, mas… meu cantil estava quase vazio, tinhas a sede que eu tinha e a tão pouca agua que tinha não nos mataria a sede, talvez adiaria apenas mais um dia, quem sabe amanhã não encontraríamos o oásis que ambos procurávamos, olhando em frente, de olhos no horizonte, com receio do que víssemos atrás, tínhamos sede, eu tinha sede, tu sede tinhas e corpos cansados do caminhar, o sol queimava a nossa pele, as dunas difíceis de subir, difíceis de descer, a areia que deixava nossos pés afundar e dificultava nossos passos, olhei para ti, mas não apenas vi-te, enxerguei-te, senti-te, joguei a mão ao meu cantil, quase seco, ofereci um pouco da minha agua, pelo menos até amanhã duraríamos afinal eu não me importava do preço do risco de meu corpo não aguentar mais dois dias em paga de ter-te somente apenas mais uma manhã na minha vida.

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Miércoles, Mayo 28, 2008 - 11:52

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Veiga

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Re: Sede

Texto bem escrito em dom da palavra!

:-)

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