Renascer

Nasci dentro de mim com uma velocidade estonteante que fez-me repescar todos os minutos da minha anterior vida, atirou-me para um caminho de ida, e apesar de mantida no mesmo corpo em meros milésimos de segundo renasci, renasci dentro de mim, rápido fugaz como um sopro quente e húmido numa madrugada de Inverno, despertas-te em mim ao menor movimento teu um ser novo que não sabia o que existia, e tal como cavalo selvagem, simples cavalo não o próprio mustang tento dominar-me nos meus antigos eus este eu novo, eu rompante, forte, incisivo e critico que berra com a força de mil gigatões em plenos calados pulmões que… não se vá embora essa energia que surgiu no meio de um cheiro de tua alma, que invade meu ser e viola meus sentidos, quero correr, fugir gritar, desprender-me desta cadeira que me prende e enclausura-me até as seis, das nove as seis e rasgar as minhas roupas, as tuas, a roupa de todos e ver a beleza da nudez de todas as pessoas, a beleza das rugas, das cicatrizes e das tatuagens do espírito, quero sentir as energias do cosmos que precipitaram-se em mim tal qual raio depois de sentir o cheiro da treva que chamou-me a mãe de Jesus.

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Viernes, Junio 6, 2008 - 16:37

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Veiga

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Re: Renascer

as tuas palavras galopam como os cavalos selvagens dos indios.
é um poema-mustang!

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Re: Renascer

A imaginção transcrita neste texto é genial...um mix de mitos com cheiro a treva

beijo

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Re: Renascer

Esse tema não é muito bem entendido por mim. Mas isso no meu eu interior.

O conto está muito bem escrito e esclarecido pra mim.

Beijinhos

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