Carta XVIII

Os dias passam como flocos de neve a cair do céu a implantar em cima das árvores, das casas. De tal modo que imortalizam a paisagem humana e natural, com uma camada branca e fria.
Num só momento desse acto inato, tudo se passa de repente ou a linha do tempo é congelado.
Assim é como me sinto e o que acontece na minha vida.
Para os outros é tudo rápido, mas para mim sem fim.

Todos começam a querer que eu reaja, e o faço para ocultar o meu interior.
Até a minha irmã tem uma conversa franca comigo, para saber como estou. Todavia como um mocho de dia, disfarço e manobro a situação.

Contudo meu corpo evidência as mazelas resultantes dos acontecimentos passados.
E às escondidas, consigo consultar o médico da família por causa das insónias e dos nervos que abalam o meu coração.

Medicada, com consciência do médico, mas não minha.... seduzida pela esfera de calmaria e repouso que me foge do mundo real....

Catherina

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Jueves, Diciembre 18, 2008 - 11:48

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Re: Carta XVIII

Descreves quase um estado anímico inanimado.
Quase um ser vegetativo, perdido e encontrado no seu âmago...
Intenso diria...

Bjs

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