Predileção
De tudo que fiz e o que tenho a fazer, prefiro a incerteza do que não conheço; a feitura dos mesmos afazeres com vestimenta inapropriada, talvez...
Não, não há vulgaridades... De tudo que eu faço e venho a causar, o faço apenas para minha realização pessoal. Claro que, poder-se-ia dizer de modo caridoso: - tudo que faço é pensando na estruturação de um ideal (diga-se, aliás, ideal é uma ou um conjunto de idéias reunidas num mesmo campo de conexão entre a realidade e a implicitude dos atos, realizados ou não realizados).
O meu ideal é o de surrupiar toda e qualquer manifestação que cause oposição às minhas idéias (idéia pode ser definida pela diferença que há entre os que pensam e os que apenas ruminam pois, como é sabido, animais não têm a capacidade de planejar, arquitetar e finalizar seus possíveis ideais animalescos).
Minhas idéias são particularmente irremovíveis de mim ou seja, morrerão comigo. Claro que, podem ser repassadas e até melhoradas. Entretanto, o que me torna original nesta vida, senão minhas própria maneira de ver a vida e as maneiras estranhas à minhas? Como exemplo: a ira de meus costumes medonhos.
Posso esplanar acerca de tais costumes - os separadores de minha convivência socialmente perfeita: 1º- Não vim ao mundo para ser mais um numerado desde minha saída do últero de minha mãe até o endereço de minha cova; 2º Nutro profunda estima pelos que procuram melhorar o meio em que vivem; 3º( e a que mais desvalorizo em mim)- Detesto ser contrariado acerca do que penso. Confesso, contudo que tento, e muito, melhorar esse meu meio.
Dito isto, termino esse pequeno apanhado lembrando-vos acerca daquele que disse:"Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crer em mim, ainda que esteja morto, viverá!". Eu vivo mas, as vezes teimo em morrer.
Qual é minha predileção, portanto?
A de melhorar meu jeito mortífero de ser para, no final de um dia sentir-me mais em paz comigo mesmo por elevar minha importância diante do Pastor e, dizer, sem medo:- Sou ovelha do Senhor!
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Comentarios
Re: Predileção
Parabéns pelo belo texto.
Gostei.
Um abraço,
Roberto