“Écos do meu silêncio”

A imagem, estendeu a mão aberta, na minha direcção e:
Largou uma voz que falava sobre mim, para mim...
- Naquelas noites, o tempo arrastava-se, como se cada minuto fosse uma coisa tangível, que necessitasse de um empurrão para ceder lugar ao seguinte. “A inclemência da solidão, do frio e do desespero, foi aumentando até raiar a manhã... Ao aceno desta, calou-se a dor: Deixando-me imerso numa compassiva quietação; emoldurada no pálido quadrado que tinha na frente”...
- Tornou a aparecer a imagem negra da injustiça:
Quando os primeiros raios de sol feriram a entrada do dia.
- No meu rosto rolou uma pérola de alegria:
Regou-me as barbas, como uma festa do dia-a-dia;
Deixando que, os écos do meu silêncio
Mergulhassem no meu coração:
Congelando o ardor de todo o tormento.

***

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Domingo, Mayo 16, 2010 - 21:19

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antonioduarte

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