Soneto do Lascivo Pezinho

Dormia a sono solto a minha amada,
Quando eu pé ante pé no quarto entrava:
E ao ver a linda moça, que arreitava,
Sinto a porra de gosto alvoroçada:

Ora do rosto eu vejo a nevada
Pudibunda bochecha, que encantava;
Outrora nas maminhas demorava
Sôfrega, ardente vista embasbacada:

Porém vendo sair dentre o vestido
Um lascivo pezinho torneado,
Bispo-lhe as pernas e fiquei perdido:

Vai senão quando, o meu caralho amado
Bem como Enéias acordava Dido,
Salta-lhe ao pêlo, pro seguir seu fado.

Bocage

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Viernes, Abril 10, 2009 - 00:02

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