ELOGIOS XXIV

24

Fragmento

Para se recitar no theatro, por occasiao de regosijo publico

(Anno de 1805)

Na vasta perspectiva encantadora
Se embebe o coração, se embebe a mente:
Oh pae da Natureza, eterno, immenso,
Este imperio protege, onde a virtude
Erguida sobre o throno á sombra tua
O templo social reforça, estêa,
Manda que a paz celeste, e seus encantos
Em luminoso grupo abrindo as auras,
Baixem de Lysia novamente ao seio.
Ferva nos corações, nos olhos ferva
A ternura, esse bem por ti creado,
Para se consolar, e ornar-se o mundo:
Maravilhas de um Deus um Deus amime:
E' do teu dôce amor João thesouro,
Não ouse negro véo nublar-lhe os dias;
Qual é seu coração seus dias sejam
Lustrosos, firmes, transparentes, puros:
Eterniza das leis o ardor sagrado
D'ellas escudo, consistencia d'ellas,
E o sol, reflexo teu, jámais aviste
Da tumba occidental ao berço Eôo
Virtude, que a João no throno eguale,
Grandeza, que deslumbre a patria minha !
Ah! Que em chusma, em tropel me estão surgindo
Sentimentos fieis, delicias d'alma;
Eia, soccorre a voz tremente, incerta,
E em hymnos sôe o cordeal transporte.
(Cantam).

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Domingo, Octubre 25, 2009 - 17:05

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