Amar-te-ei

Amar-te-ei, minha menina dourada,
Em cada sussurro de teu silêncio,
Em cada expectativa de teu olhar,
Na profunda surpresa de teu rosto
E no desabrochar de teu sorriso.

Amar-te-ei, minha rainha amada,
Em cada noite de tua alma,
Em cada aurora de teu espírito,
Nas tuas montanhas escarpadas
E nos regatos claros de teu coração.

Amar-te-ei, meu anjo professor,
Em toda a ausência tua,
Em todo sentido que não posso compreender,
Em tudo aquilo que for difícil e precário,
Em tudo aquilo que for puro e singelo.

Amar-te-ei, minha divina-mulher,
Como os rios que correm para os mares
Nas noites enluaradas e de estrelas brilhantes,
Como os homens que almejam pelo ouro
Na escuridão das cavernas sem-fim.

Amar-te-ei, com um sorriso no rosto,
Cada melodia de tua voz,
Cada suspiro de teu peito,
Cada lágrima de teus olhos,
Cada palavra de tua boca.

Amar-te-ei, com a chama de meu coração,
Cada abismo de tua alma,
Cada céu de teu olhar,
Cada canto de teu riso,
Cada linha de teu corpo.

Amar-te-ei, com meus olhos,
A esperança cálida do viajante
Que aguarda o despertar do novo dia,
Imaginando as cores do teu raiar
Após a noite de trevas e sonhos.

Amar-te-ei, com minhas mãos,
Cada grão de areia de tuas praias,
Suaves a deslizar entre os dedos,
Cada duna do teu corpo a mover-se
Entre as longas eras do mundo.

Amar-te-ei, com meus ouvidos,
Cada som de tuas florestas,
Cada farfalhar de tuas folhas,
Cada nota de um novo canto,
Cada silêncio de sono e de exuberância.

Amar-te-ei, com meu olfato,
Cada perfume de tuas frutas,
Cada odor selvagem de tua natureza,
O gostoso cheiro de tua manhã,
A tempestade de tua noite escura.

Amar-te-ei, com meu paladar,
Todo sabor de tua terra,
O doce, o amargo e o azedo,
Cada mistura e cada receita
A alimentar-me no dia-a-dia.

Pois tu serás o meu universo e o meu coração,
Tu serás a minha aventura e o meu descanso,
Tu serás a minha fantasia e a minha realidade,
Fantasia mais real do que as estrelas,
Realidade mais concreta do que o mundo.

Amar-te-ei, minha linda princesa,
Como as gotas da chuva que banham a vida,
Como os ventos que cruzam os ares infinitos,
Como os arco-íris que atravessam os céus
Sem tocar com peso algum o chão da Terra.

Amar-te-ei, minha querida poeta,
Como os opostos que dançam sua ciranda
No eterno jogo do tempo e do espaço,
Trançando um enigma de luz e de trevas
A revelar-se esplendoroso no teu olhar.

Amar-te-ei como quem ama um mistério,
Que não desejo mais desvendar,
Que não desejo mais despir,
Mas apenas contemplar admirado
Pelas longínquas eras de cada segundo.

Pois em teu sorriso moram civilizações inteiras,
Em teu olhar explodem galáxias de fogo e de luz,
Em teu toque dormita uma natureza viva e selvagem,
Em teu alento ouve-se o ritmo e o som do mundo,
E em tua consciência o brilho lúcido da estrela da manhã.

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Lunes, Diciembre 7, 2009 - 23:35

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