Morrer para nascer

Um ponto inicial na vida velho homem quase morto,
Perto da passagem ele espera com tremor nas mãos a luz eterna,
Palavras fracas e olhos apagados são agora parte do seu eu,
Ele já não é capaz de caminhar com a mesma destreza,
Dizem que ele sofre em seu leito a espera do inevitável,
Vencido pelo próprio corpo que um dia já o fez vencedor,
Ele observa com seu olhar nebuloso a chuva de primavera,
Seus erros e acertos estão confusos em sua mente antiga,
Esta que parece pensar gota a gota sobre toda uma história,
O decrépito é incapaz de brincar nas poças das ruas da antiga vila,
Apenas em pensamento as molequisses são reais para o ancião,
O era uma vez de sua vida já está chegando ao fim,
Coração vagaroso como água calma de lagos europeus,
Já não pode ser vitima de grandes sentimentos antes tão intensos,
Talvez não agüentaria a euforia do fogo das paixões vigentes,
Ao voltar seus olhos para a parede da velha casa observa cada detalhe,
As rachaduras e os quadros guardaram muitas lembranças,
Lagrimas rolam e poetizam o momento de um corpo em seu arremate,
O filme é real e quando se pensa no passado é porque o fim está próximo,
Só ai ele entende a importância de sua existência,
O velho pai, avô, filho e neto descobre que ter a alma pura,
É chegar no fim de sua jornada e se tornar criança novamente,
E preparar-se para um novo nascimento,
E enfim começar o inicio da vida eterna na imensidão do universo,
Sem lamentações ou apegos ao mundo em que vivemos.

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Lunes, Diciembre 14, 2009 - 10:35

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PoetadeVenus

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