OPERETA BUFA

Azo às cismas e temores
à conta de receios vãos
diante si verdade crua

Debruçada alheia redigia
enamorada em demasia
malbaratando cuidados

presença furtiva insana
tinto de sangue o papel
nas mãos do açougueiro

depunha a missiva
clandestina paixão
denunciadas juras

nem palavras defesas
inegáveis evidências
o marido e a infiel

maculada honra
ultrajado lar
maledicências

Visão congesta e rubra
fácies torpor e sofrer
recôndita marca da dor

incrédulos olhos atestam
reles artimanha perfídia
traição cobrando revides

nau revolta mente malsã
castigos cruéis à torpe
insaciáveis martírios

A dor lavada vingada
abatida bovina rotina
lâmina gesto certeiro

garras fortes
estiolam carnes
desossam animais

o mutismo da confessa ré
assassino crucial momento
cadavérica palidez mortal

derradeiros instantes
fatalidade iminente
vidas aflitas enredos

desfalecida inerte boneca
perfume embriaga e exala
o desejado corpo da amada

Faíscas emoções presentes
lembranças fortes latentes
vacila o executor clemente

O insultado chaga aberta
rechaça revanches perdoa
apiedando-se de seu amor

ódio contido ajoelhado
ferido homem humilhado
menino de colo carente

condoída adúltera
lágrimas convulsas
rende- se o traído

amam-se esquecidos
traumas reprimidos
futuro fel curtido

arquitetam planos
revivem sensações
prelibam venturas

Adormece lânguido exausto
desmaiado delírios febril
fortes tensões o infausto

Lépida levanta matreira
breves palavras rascunha
aguarde o amante querido...

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Martes, Diciembre 15, 2009 - 14:03

Ministério da Poesia :

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EDILOYFERRARO

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