frangalhos de sonhos

Os sonhos dos anjos
São tamanhos
Que lençois amarrotados
Não cobrem nem metade
E frangalhos d'alma nem rasuram
O que dizem os segredos
Os anjos em conselhos
E concílios e vigílias estendem-se
Perante nós, simples humanos
Que nem os sonhos dos demos merecemos,
Somos total e irremediavelmente humanos
Que nem o sentimos que nos olham nos olhos.
Como tu, havida me olhas,Vida
Meu sonho de anjo, Ciao vou s’tar longe,
Levo o teu sorriso num bolso
pra tirar quando o lenço faltar.

Tô aqui de verdade plantado,
Fui descuidado,
Não expliquei, o que deixei na montanha,
Tristeza tamanha,
Que m'arranha a alma,
Tê-la tão longe,
O caminho e o carinho que têm demais por mim,
Só partilhar me levou, mas fende-me o frio,
Render-me ao vigoroso rigor d'um fio,
E ao vadio que há em mim,
Depois, fraco nem me rio, m’arrepio
Este vadio, desafia-me a não ficar POR AQUI,
Tenho de partir por aí,
Tenho de atravessar o sem fim,
Nem que morra (e morrerei decerto) outra vez e as vezes todas,
Nem que por iss'corra viuvez,
Pra ser eu outra e outra,
A fenda grave, que atravesso,
No mais alto mastro,
Em Marte ou noutra Parte

Jorge Santos
(2009/10)
http://namastibetphoto.blogspot.com

Não estou habituado a recordar,
A minha recordação é amanhã,

JORGE SANTOS

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Martes, Diciembre 22, 2009 - 01:05

Ministério da Poesia :

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Joel

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