Beijos de Judas
longe do mundo,
fumas à luz da névoa,
permaneces preso nas memórias
dessa história imortal.
hoje não és
mais que sombra
e maiores traições que a tua
todos os homens, com as suas luzes,
cometem...
noutro natal.
o tilintar do ouro os
anuncia,
sob seus pés estendem-se
cadáveres frescos
de crianças.
o sangue preto
cobre a terra.
e a tua história ainda se conta,
a cada palavra
morres mais um bocadinho,
esperando que te esqueçam
e sejas depois só mais outra luz...
o teu cigarro apagou-se,
mas quantos ainda buscam, desejam
e clamam pela delícia dos teus beijos?
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Martes, Enero 5, 2010 - 00:33
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Comentarios
Beijos de Judas
Altamente filosófica a sua poesia.
Incompreensível como há tão pouca gente a comentá-la.
A mim falta-me tempo mas prometo vir aqui mais vezes.
Nem só de poemas de amor vive o homem, mas de toda a poesia que nos faz meditar e agir.
Apetece-me gritar:
"Vem do fundo do tempo
da profundidade duma face
que aos poucos envelhece sem perder
a esperança que lhe alimenta a alma,
esta vontade de perguntar:
“ o que é o homem
senão um bicho sem asas que rasteja
eternamente
quando se recusa a gritar?
(...)"