Elegia
Almejo uma centelha de luz
Peço uma fagulha de paz,
Desejo um lampejo que me conduza
Quero um pouco de esperança
Preciso de um pouco de bonança.
Sinto o sopro da desilusão
Tão árido em minha porta bater,
Tenta insistir querendo entrar
Levando-me ao seio da consternação,
Vejo a angústia me envolver
Não resisto à dor que vem me amordaçar.
Minha força acabou
Tento olhar a amplidão
Buscando uma seiva de alento,
Não encontro nenhum amparo
Nenhuma luz na vastidão
Nenhum refrigério no firmamento.
Desejo que o clarão do luar
Venha me consolar,
Peço que o brilho das estrelas
Possa me suster,
Anseio que as vagas do mar
Venham me acalentar.
Tento uma saída encontrar
Pra dor que carrego por dentro,
Só deparo-me com a incerteza
Que no meu âmago veio morar,
Não posso conter meu pranto
Ouço a voz da cruel tristeza
Que veio cobrir-me com seu manto.
Resta-me aceitar este fardo
Quero agora minha mortalha,
Anseio um alívio
Peço o último suplício,
Desejo o momento feral
Almejo a hora fatal.
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Ministério da Poesia :
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