Nas últimas

De onde vêm
todos esses
passos
com essa
pressa?

Pra onde vai
tudo isso
preso
sem isso
solto?

Isso, que prende e solta,
que fica e amarga,
que apodrece e queima.
Não é isso que pensas ser.

Até que o derradeiro amante se foi num relâmpago.
E fincou-se na Terra, e sob a terra ficou.

Aqueles sonhos ficaram lá, debaixo da luz.
Aquele pranto contido não se manisfesta mais
nem incomoda mais tua tez desmilinguida.

E o canto que pássaros tinham já era de ensurdecer-se.
E as palavras polissílabas ainda queriam aparecer.
Mas...Nada adiantava suas palavras para si.

E nada mudaria em ter o dizer.
Ficaria igual passos para lugar algum.
Algum, onde houvera a quem manisfetar-se.

Parecia ser lá...Escondido.
Onde incoveniência não pertuba os corpos.
E pouco atrapalham o correr das raízes vívidas.

Pois, o tal amor se provara intocável.
Também era inteiro e metade...Sobrara o nada disso.
Por isso eu fujo, por isso morro...Me calo.

Restaram a mim esses versos tolos.
Essa mania de expor-me de acordo com o momento.
Cadê, momento?

E sem ter por quem seguir, não há por quê seguir.
Fico aqui...Aqui!
Peço que andem com cautela, para meu corpo não reclamar de maus jeitos.

Pois, eu não vejo quem eu queria, agora menos.
E aumenta assim o frio, a distância e sol se aproxima mais da Terra...O fim.
Armei meu esconderijo ao abrigo da luz....De nada adianta, o fim é para todos.

E minha fortaleza se desmorona,
e meu idílio se decompõe.
Meus domínios são invadidos.

As últimas sequências são: a vida sem vida, a vida morta e a morte.
Um mundo de mim só, sou só eu sem ninguém.
Atento a tudo... Todos...E tanto fiz por isto.

Submited by

Domingo, Enero 10, 2010 - 14:24

Ministério da Poesia :

Sin votos aún

robsondesouza

Imagen de robsondesouza
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 6 años 7 semanas
Integró: 01/08/2010
Posts:
Points: 998

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of robsondesouza

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Desilusión Semblante 2 1.092 02/06/2010 - 02:32 Portuguese
Poesia/Dedicada Ajuda-me 4 1.046 02/05/2010 - 18:17 Portuguese
Poesia/Tristeza Terror visto de outra faixa 3 882 02/05/2010 - 16:09 Portuguese
Poesia/Aforismo Partícipe 3 700 02/04/2010 - 10:51 Portuguese
Poesia/Aforismo Eu-Lírico, Eu mesmo 5 871 02/04/2010 - 10:49 Portuguese
Poesia/Tristeza Teste: Refaço-me enquanto destruo 3 1.285 02/03/2010 - 03:13 Portuguese
Poesia/General Hoje- A data irretocável 2 947 02/03/2010 - 01:26 Portuguese
Poesia/Meditación Sujeito indeterminado 1 3.698 02/03/2010 - 00:33 Portuguese
Poesia/Tristeza Vã permanencia 2 1.042 02/01/2010 - 02:56 Portuguese
Poesia/Dedicada Temo! 2 991 01/31/2010 - 19:53 Portuguese
Poesia/Tristeza Alegoria à carência humana 4 1.311 01/30/2010 - 11:12 Portuguese
Poesia/Comedia Entretanto e Porém 2 993 01/30/2010 - 10:58 Portuguese
Poesia/Desilusión Para criança dormir 2 1.238 01/29/2010 - 01:26 Portuguese
Poesia/Alegria Rês de Três 1 1.410 01/28/2010 - 22:27 Portuguese
Poesia/Meditación Sopa de informações 4 717 01/27/2010 - 19:43 Portuguese
Poesia/Meditación Estado de desatenção provisório 4 1.094 01/27/2010 - 19:42 Portuguese
Poesia/Tristeza Tapa-olhos 2 1.415 01/27/2010 - 19:41 Portuguese
Poesia/Tristeza Vago 3 1.115 01/27/2010 - 19:37 Portuguese
Ministério da Poesia/Desilusión Pseudo-isolamento 0 3.405 01/18/2010 - 16:46 Portuguese