noite escrava
com a noite escrava
chega a tormenta
que me violenta
corrosiva e lenta
escorrendo em lava
traz velhos fantasmas
que durante o dia
mostram apatia
dormem sossegados
porque estão cansados
estão em afasia
à noite, tomando-me a voz
de maneira atroz
forçam-me a dizer
usando o escrever
dum lápis negro e feroz
palavras sem senso
dum doer imenso
rijas como noz
vem então a dor
neutra é a cor
duma poesia
onde o desamor
por não ter calor
sem grande esplendor
pousa em cama fria
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Miércoles, Enero 13, 2010 - 20:18
Ministério da Poesia :
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