calo-me
ardo canela em fogueira d’alma
contemplando a chama lenta
e calo-me
vendo cinzas que caem
de um modo que me violenta.
sinto o corpo consumido, pendente
em palavras mudas que murmuro amargurado
e calo-me
num silêncio consistente.
calo-me cansado, completamente esgotado
matando palavras que grito
palavras que por escrito
agora rasgo, queimo na fogueira do destino
e calo-me,
por ti, por mim, por todos
suspendo o meu pensar,
cancelo, não falo em lodos
que com instinto assassino
me fazem clandestino
e me obrigam a calar.
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Miércoles, Enero 13, 2010 - 20:22
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