os papéis da minha cama

durmo com papéis espalhados pela cama
restos de nada, detritos de tempos
bocados de pensamentos
que se afundam em lençóis, atentos
ao respirar do meu dormir,
aos sinais vitais do meu sentir,
aos sonhos cinzentos que hão-de vir

durmo, contando carneiros, sem paixão
que pululam nos papéis da minha cama
ausentes de inspiração
"corneiam" o coração
e saltam pelo meu inconsciente.
passeiam pela alma
incomodam o presente
e roubam-me toda a calma
que possa ainda ter
que me permita escrever
um poema inteligente

durmo nos papéis da minha cama
cansado das confusões
que mataram as minhas convicções.
subitamente, uma luz em chama
acorda-me incendiando as emoções.
risco à pressa sentimentos
atiro à toa uma série de lamentos
e procuro, apressadamente, alguns alentos
em papéis espalhados pela cama

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Miércoles, Enero 13, 2010 - 21:10

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