O meu eterno confessor!

Deito ao mar o meu tormento
de um amor não inexistente
que atormenta o meu ser
à procura da alma gémea.

Continuo sem rumo na vida,
as horas passam e choro, choro
em prantos para as águas do mar,
o meu eterno confessor!

Não sou cobarde, apenas cobarde
porque não lido com esta situação
que de certeza permanecerá sempre
um mistério que não se revela.

Tu, mulher ou homem, se encontrares
este desabafo, queima-o, mas não
o meu pau de canela, pois desejo
que o retires da garrafa e que o guardes.

Desejo que sejas homem, para cheirares
o odor intenso da canela
pois com ele sentirás mais firmeza
nos passos que deres na vida.

Não soube manter a força,
simplesmente sonho, e o meu coração,
palpita, palpita para que tu, homem,
ames sem medo e com amor.

O perfume infiltra-se no teu ser,
enfeitiçado estás se fores homem,
pois se não fores, a desaventura
vai ser definida na minha alma.

Sem mais nada a acrescentar,
agora estou mais aliviado
por ter confessado ao meu eterno
ouvinte sem resposta, a minha dor!

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Jueves, Abril 15, 2010 - 19:56

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