VENTRE

Aprender como medir,
De repente sentir,
Do nada começar,
Tudo a se manifestar.

São tantos os barulhos,
Pouco espaço, tudo escuro,
Começo a escutar,
Tentando me comunicar,
Vou crescendo a cada dia,
Empurrando a agonia,
Dificil de esperar,
Toques pra me expressar.

Comunico como posso,
Chuto, mexo, me contorço,
Uma vontade de berrar,
Fico doido a soluçar.

Vai chegando minha hora,
Logo, logo vou pra fora,
Pois não paro de crescer,
Sem espaço vou nascer.

RMR

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Viernes, Abril 16, 2010 - 15:25

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Nilton

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