Balança da Justiça

Ficou preso por vingança
Numa loucura de injustiça...
Porque o amor não tinha esperança;
E a paixão era preguiça.

Tempos florescidos, roubados há vida;
Arrastados pelos corredores da infelicidade...
... Por entre grades, pequenas janelas:
Gritando a despedida;
Sorrindo;
`Com angústia`
Ao amor verdadeiro...
Na saudade.

.... O tempo foi rebolando...
... Lentamente na solidão...
- As lágrimas?! ...
Muitos rostos vão banhando! ...
Regando flores, florescidas no coração.

Fecharam-se os olhos ao precipício irádo;
- Para cantar aos céus uma aléluia sagrada...
Cantou, chorou...
... Sempre honesto:
.. Sempre honrado...
Para ouvir aquilo que é...
... Pelos horizontes da palavra.

Não é o suor do seu corpo;
O nectar que assim o diga...
Nem da preguiça o esforço;
Ou, da vontade a fadiga...

- Seja um caminho marcado;
Como rótulo no tinteiro:
Nas cores de um campo aládo;
Sem a tentação do dinheiro.

É o dever que o castiga;
Nos derrames do suor amargo...
Pois que, a culpa é da barriga:
Mata o tempo no encargo...

Desejando uma liberdade infinita...
Desvendando os olhos, há balança da justiça.

***

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Jueves, Abril 22, 2010 - 23:58

Ministério da Poesia :

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antonioduarte

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