“Venérea Lusitana”

Aos grandes e aos senhores conturbados

Que do País fizeram a lama

Quantos tempos foram sacrificados

Com ajuda de mão insana

 

Ajudaste-lhes vós, de umbigos emproados

Como traidores de bandeira ao buxo

Em lágrimas de gatunos e drogados

Para louvar a caravana do luxo

 

As saudades são do Homem 

Que governou a Nação

De abonos que os pobres comem

Mas sem aumento do leite e do pão

 

Grande venera Lusitana

Onde o Homem expulsou a guerra

Muitos, morreram na cama

Mas nenhum, fome de terra

 

Muitos morreram cansados

Das injustiças tudo se esperava

Dos honestos e dos povos aldrabados

Só o suor, em sangue se transformava

 

Quem nos livra agora dos sacanas

Que sugam o sangue reformado

O aço jovem, com vozes humanas

Por esmolas de restos sobrados

 

O sangue do esforço derramado

Na procura de melhor condição

Por um gesto de voto melhorado

Cinto apertado até ao pulmão

 

O Zé dormiu e não acordou

O branco que abraçou tanta gente

Como orla, há Europa se abraçou

Viu-se o País derrepente

 

O Império não se desfez

Caminhou em vendaval

Pisou terra, chamou-se Português

Mas não cumpriu Portugal.

***

Submited by

Sábado, Diciembre 18, 2010 - 02:01

Poesia :

Sin votos aún

antonioduarte

Imagen de antonioduarte
Desconectado
Título: Moderador Poesia
Last seen: Hace 1 año 7 semanas
Integró: 01/09/2010
Posts:
Points: 2570

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of antonioduarte

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Ministério da Poesia/Soneto BALADA DAS PALAVRAS 0 3.998 11/19/2010 - 18:29 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo Quem me ouve falar mais 0 3.203 11/19/2010 - 18:29 Portuguese
Ministério da Poesia/Amor PERFUME 0 3.646 11/19/2010 - 18:29 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo Ciclo de Lágrimas 0 3.279 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Pasión O CORPO QUE LHES VEJO 0 8.720 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo PALAVRAS 0 8.341 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención O CANTO DO PELINTRA 0 12.858 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo SEM UMA DOR OU LÁGRIMA 0 2.910 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Gótico -- MODÉSTIA HÁ PARTE – 0 2.871 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Comedia Qualidades de mendiga 0 3.988 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Dedicada Vencido 0 2.819 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo Dois Goles de Alegria 0 2.728 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo Grades 1 0 3.407 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo Grades2 0 5.902 11/19/2010 - 18:28 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo TRISTEZAS 0 3.299 11/19/2010 - 18:25 Portuguese
Ministério da Poesia/Pasión QUERO 0 4.556 11/19/2010 - 18:25 Portuguese
Ministério da Poesia/Aforismo !!Òh mar... òh mar... òh mar... 0 3.857 11/19/2010 - 18:16 Portuguese
Prosas/Saudade “Até ao tempo de te encontrar” 0 2.802 11/18/2010 - 23:08 Portuguese
Prosas/Pensamientos “Avé Lord” 0 2.593 11/18/2010 - 23:08 Portuguese
Prosas/Ficção Cientifica “Alimento sem segredo” 0 3.580 11/18/2010 - 23:08 Portuguese
Prosas/Ficção Cientifica “Batuque do pensamento” 0 3.485 11/18/2010 - 23:08 Portuguese
Prosas/Otros “Ao pouco que de mim pereça” 0 2.966 11/18/2010 - 23:05 Portuguese
Prosas/Mistério “Achado de vento” 0 3.125 11/18/2010 - 23:05 Portuguese
Prosas/Saudade “Entendimento” 0 2.670 11/18/2010 - 23:05 Portuguese
Prosas/Lembranças “Pátria” 0 3.286 11/18/2010 - 23:05 Portuguese