“Pandemias”

Queria fazer uma promessa

Que todos os dias fosse cumprida

Algo que sempre aconteça

Mesmo após a despedida

 

Amor, ou algo que pareça

Pompeio de boca vertida

Sem voz ou olho que meça

Promessa dita e perdida

 

Dobrei ideias sortidas

Soltei abraços de vento

Bocas e línguas vencidas

Aconteceu o momento

 

Lá longe, ao horizonte

Despejo em orla de mar

Luz de corpo, água e fonte

Ponte para outro lugar

 

Sozinho foi, rapidamente

Apenas para não ficar

Ir por ir, constantemente

Acordar e navegar

 

Naufragar e acordar de rompante

Foi medo da solidão

Foi algo principiante

Foi bater do coração

 

Até em badalo de sino

Se ergue ritmo de mar

Bandeira ondulante sem hino

Voz de povo sem reclamar

 

Prometi cada momento

Sem pelo amanhã esperar

Quem promete sentimento

Deve gesto de pagar

 

Quis fazer uma promessa

De lâmina contida e fria

Promessa ou jeito que peça

Alegria todo o dia.

***

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Jueves, Diciembre 23, 2010 - 06:20

Poesia :

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antonioduarte

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Comentarios

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Uma promessa para se ter

Uma promessa para se ter todos os dias a alegria ...

que qual luz no peito irradia ...

Muito bom !!!

Beijos

Susan

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