INTROSPECÇÃO

“INTROSPECÇÃO”

Nunca os caminhos foram trilhados
Pelos rios que me levaram até ti
Mesmo quando te perdi.
Nunca desaguei em qualquer oceano
Porque foi por engano
Que um dia eu nasci.
Sei no entanto…
Que me enfeitei de nuvens cinzentas
Como quem se veste para um casamento
Sei…
Que disse sim ao deslumbramento
Numa aliança indestrutível
Com as transparentes fontes
Que inundaram a minha alma
Sei no entanto…
Que rompi a espessa neblina
Com os raios de um sol anémico
Como quem foge de um tormento!
Que me fiz eterna peregrina
Da fantasia e do sonho…
Como quem cumpre um destino!
Ah… o horizonte…
o horizonte…
Foi sempre o limite
De todas as minhas fugas
De todas as estranhas luas
Que vi ao longo do firmamento.
Quem delineou o pensamento?
Não sei…
Só sei…
Que me fiz pássaro errante
Em busca sedenta da maresia
Que ceguei sempre os meus olhos
Com a invejável magia da natureza
E agora…
Por mais que as sombras desçam
Ao breu arrepiante da minha alma
Descubro extasiada as cores do arco íris
Que tonificam a minha débil ESPERANÇA!

Autoria: Vóny Ferreira

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Viernes, Mayo 16, 2008 - 11:55

Poesia :

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Comentarios

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Re: INTROSPECÇÃO

Ao ler caímos numa bela utopia, a poesia dá-nos vida!

:-)

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Re: INTROSPECÇÃO

Nunca desanimarmos mesmo em fugas peregrinas, é um recomeçar de novo, e aí a esperança surge num novo horizonte.
Lindo poema, Vony
Beijos

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