A água que o fogo desejou

Em júbilo queimo-me no teu corpo
como se fosses o meu único destino
Vertigem prodigiosa que me eleva
a um céu de fogo erguido.
Funde-me com a noite constelada
na celestial vertigem de ver o mundo
e, não posso saber se és definitivo
ou fogo fugaz que me despe da bruma e cio
Onde o acaso se estende
Sem procurar outra paixão
Sem abrir outro caminho
Nem outra vida
E, sem perdão diluo-me
ao encontrar a selvática dor do vazio.

"Igne Natura renovatur intregrum"
(e pelo fogo toda a Natureza se renova)

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Domingo, Mayo 25, 2008 - 14:28

Poesia :

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admin

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Comentarios

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Re: A água que o fogo desejou

A clarividência do que se sente e a grande necessidade em exprimi-lo.
Este poema revela essa ânsia sempre complexa.
Beijinhos Maria.
Vóny Ferreira

Imagen de ÔNIX

Re: A água que o fogo desejou

O fogo da paixão que nos consome e se esvai
Lindo
Beijos

Imagen de Andarilhus

Re: A água que o fogo desejou

Política de terra queimada para lançar o rebento. Ou tudo ou nada!
O fogo é deveras intenso mas muito fugaz, depois de tudo consumido, desaparece com o oxigénio esgotado.
Texto asfixiante da matéria pela qual se atiça o fogo; texto fertilizante pelo que excita o fogo do amor.
Bj*

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Re: A água que o fogo desejou

Intenso

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