O fim-das-coisas

Quero ver o fim-das-coisas
Quero ir cheirar o caos
Depois do incêndio dos corpos
E caminhar por destroços
Das casas que foram amor
Beber lava de vulcão
Em erupção cutânea
Suores frios escorridos
Pelo medo adormecido
Que a morte sempre traz

Quero meus dedos marcados
Na fuligem das memórias
Sobreviventes de histórias
Que me deixaram contar
Quero ter nas minhas mãos
O fumo do indelével
Ver a luz, o fim-das-coisas
Para depois vos dizer
Com ressuscitar de palavras
Como foi então morrer

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Domingo, Febrero 20, 2011 - 19:22

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NunoG

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