HISTÓRIAS DE CORRENTES

    Gritei. Clamei. Pois se sou seu filho, então meu ser é mais forte do que o ar, do que o fogo a água e a terra que me guia. Pois assim a natureza é minha alma. Vivo entre as matas e as forças das divindades espirituais. Cercando-me de luz e proteção. Pele branca me tortura, machuca e as minhas origens também. Obrigado a servir a todos do melhor alimento e algodão. Enquanto eu e meus irmãos e toda nossa raça escravizada injustamente se alimenta dos restos, da injustiça e da humilhação. Mas sei que sou amado quando canto, canto e mais canto, por mim por eles e por todos os evoluídos que erguem-me sempre que caio de joelhos ao chão rogando por sabedoria. É com o vento que levo as injurias para os guerreiros é junto do fogo que mostro minha bravura é com a terra que piso quão construo um alinhado amanhã e é com a água que sacio a dor, toda vez que sou impedido de sonhar. Quando aqui fomos abrigados a viver, nossos guardiões plantaram a fé e o regozijo em nosso ser, dessa forma nunca estaríamos abandonados. A cada chicotada a ganância de viver aumentava ainda mais. Forçados deixamos tudo para trás, menos os nossos evoluídos espíritos que donde quer que estejamos eles nasceriam do sofrimento e do cativeiro. Negretuamos todas as noites nos quilombos e em qualquer mata que nos queira bem. De dia trabalhávamos feitos animais num campo de tristeza e amargura. De noite fazíamos acalmaria entre a lua e as estrelas. Percebo o quanto os senhorios são fracos, não sabiam nem banho tomar sem que esquentássemos sua água. Não comiam se não cozinhávamos, não vestiam se não costurávamos. Não eram completos se não nos pisassemos. Somos um povo de terra rica, firme e pura humanidade.Somos independentes de quaisquer lamentações ou impurezas, afinal o que nos reveste de maternidade é a natureza e os Deuses que nos banha de amor. Seja qual for à ideologia a quebra das correntes nunca poderá ser quebrada, eu não deixaria. Enfim, não haveria história se não houvesse correntes.
 

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Lunes, Febrero 21, 2011 - 23:03

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