O único pecado do Homem
Não há maior pobreza que a do rei
que esqueceu toda a sua riqueza e vive como um mendigo,
nem maior ignorância que a do sábio
que desconhece a sua sabedoria e age como um tolo.
Somos imperadores que perderam de vista o seu império
e pedem moedas na rua, insensíveis aos diamantes que trazem nos bolsos.
Somos peixes a nadar nos céus e pássaros a voar nos mares.
Esquecemos o verdadeiro para abraçar o falso;
Ignoramos o real, porque apenas olhamos o ilusório.
Estrelas brilhantes que vivem como satélites sombrios...
Somos anjos com vestes de demónio e Budas com gestos de homens.
Não há maior angústia que a daquele que abandonou a alegria que é sua
para viver na tristeza que é dos outros.
Não há mais terrível desgraça que viver desconhecendo a verdade da morte
e morrer sem ter conhecido a verdade da vida,
nem tortura mais infame para o corpo, para a mente e para a alma
que a morte lenta do homem que não sabe quem é ou por que razão existe.
O maior infortúnio do mundo é o daquele que desconhece o caminho da liberdade
e o único pecado do homem é não o percorrer.
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