VOZ DE RUA

VOZ DE RUA

Passei ontem pelo desencanto
De um cantor estendendo o canto
Numa voz que ganhava o céu
E a tudo o que tem de seu:

O nada das noites acorrentadas
Num cartão como templo de marfim,
As bordaduras das mentes encantadas
De um sono numa cama de cetim.

Pouco é para quem é um rochedo.
Não houve aplausos no que vi:
O embate do sonho com o medo,
A fome com a saudade de si.

Voz de rua que se alastra e se esgota
Nos poucos que dão atenção.
Uma canção, um poema, a derrota
De um artista estendendo a mão.

JFV
 

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Miércoles, Marzo 2, 2011 - 14:21

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JOSEFVICENTE

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Lindo poema, gostei, meus parabéns,

MarneDulinski

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