O milagre da vida vale uma esperança

No meio do rio enchente,
uma vida recém-chegada
agarrou-se à folhinha firmemente
com sua mãozinha delicada.

É a força da vida,
que luta contra o mau tempo
e ainda que rejeitada,
para sair vitoriosa,
diante do mau elemento.

A mão perversa e insana
que abandonou linda criança
não poderia imaginar
que, de sua fraqueza,
a capacidade de lutar
contra toda a natureza
inundou-a de esperança.

Vitoriosa e frágil criatura!
Quantas vidas não são ameaçadas,
nas enchentes, nas tragédias,
nos lares, nas calçadas.

Mas a esperança é pré-matura
para vingar o direito de viver,
o direito de esperar,
uma vida renascer.

Esta poesia é uma homenagem à história real
do bebê heróico que salvou sua própria vida
na enchente que aconteceu na cidade de São Paulo
e foi notícia na imprensa na data de hoje.

Que esta poesia seja acalanto para todos aqueles que
acreditam no bem maior e lutam pela vida em todas as circunstâncias de suas existências. E que não seja necessário que uma cena trágica de enchente comova nossos olhos, nem que os covardes dela se aproveitem para abandonarem os filhos de seus ventres!

Marcia S Bernardino
espuletah@yahoo.com.br

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Lunes, Marzo 7, 2011 - 20:40

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