Em pecado

De nada serve essa mantilha

Quando o fogo do olhar a ultrapassa

De nada serve a penitência

Quando o coração extravasa

Tens um certo quê, no andar

nesse acto de contradição

e mesmo frente ao altar

ao pedir absolvição

da tua perversidade ao amar.

há o som de algo a queimar.

Não sabes mulher que tão bem querer

é milagre, forma de vida

não te condenes pelo prazer

se incendeias quando passas

aos presentes, as ideias

e se dobram-se algo devassas

as cabeças, tão cheias...

Da tua graça!

Como um demónio devoto

como um santo amaldiçoado

eu me sinto, eu me converto

aqui ou em qualquer lado

antes morrer em pecado

que nunca haver-te amado.

Ser por Deus, imaginado

nada pode existir de errado

neste consumir

neste acto de me unir, a ti.

Condenai-me pois

desçamos os dois

aos infernos

e cada oração que façamos

sejam os beijos que damos

e os corpos... Incendiados.

Sindarin

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Miércoles, Marzo 23, 2011 - 12:52

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