Cem s.e.n.t.i.d.o.s


 


Esvai-se a memória

 

o sangue

 

o sabor a baunilha dos teus lábios proibidos.

 

 

Contrai-se o olhar numa lembrança

 

cansada de tentar o esquecimento.

 

 

Falta o ar no respirar envidraçado do meu peito

 

prisioneiro

deste corpo

 

intoxicado.

 

 

Solto-me

 

e

 

viajo

 

num veleiro sem rumo,

 

o mesmo em que me resgatas de sucessivos afogamentos.

 

 

Sem rumo cem dedos sem direcção

 

cem sentidos sem espaço

 

cem olhares

 

(s)Em ti.

Julho 2010; Caderno Capa em rosas

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Sábado, Marzo 26, 2011 - 13:34

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AnaMar

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Cem s.e.n.t.i.d.o.s

Mais um lindo trabalho seu, gostei muito!

Meus parabéns,

MarneDulinski

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