A Pura Dimensão
Confisco
A razão atinada e adulta
Que nos mata a inocência
…só quero recuperar a ingenuidade…
A meninice das horas eternas
Da noite dormida que indulta
Da cadeira que não acomoda a irreverência.
Quero os jogos (e a futilidade)
De corrida, salto e diabrura
…Aqueles que fazem vaporizar o corpo…
O corpo alegre, maleável e enérgico
O corpo dos porquês e das exclamações
As aventuras de travessura
No mundo enorme da minha rua,
Decreto
A tomada do governo
Pelos gnomos e pelos brinquedos.
O reino da cor e das guloseimas
… O homem do saco e outros medos…
O Sol parado ao entardecer
As balbúrdias, amuos e as teimas
… E no céu o filme sempre a decorrer …
Liberto (-me d’)
As azias e azedumes,
Os tubarões e os cardumes;
Os infalíveis e perfeitos,
Os deuses e os eleitos;
Os valores e poderes;
Os césares e os deveres…
Declaro
A entrada
Na pura dimensão
Do primado do simples,
Na era do autêntico…
Reconquistam-se as galhofas e as danças
Há muito perdidas
Declaro
O emergir
De tantas crianças
Há muito… escondidas.
Andarilhus “(º0º)”
XII : IX : MMVIII
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Comentarios
Re: A Pura Dimensão
Um poema com arte, razão e sentimento!!!
:-)
Re: A Pura Dimensão
Eis-me chegada a nirvana!
Beijo
Re: A Pura Dimensão
Recuperaste essa inocência tranquilamente neste poema.
Em cada um de nós há uma criança.:-)
Abraço