Outono

A folha, já amarelecida, no Outono
Caiu sobre a face esquecida de ti.
Vagueei perto do céu e da terra
Sem meios-termos, bebendo o que vi.

Queda incerta, vaga, leve…
Queda que é ascensão por excelência
Porque o cair no tempo certo
É sinal de inteligência.

Voas leve sobre mim, folha!
Pousas – suave – no meu ser uno
E, quando partes, levas valor,
Levas o tanto que eu deixo de ser
Para dar numa nova queda
Talvez longe ou mais perto,
Talvez fugaz ou mais lenta
Num ou noutro anoitecer…

E o meu ser já não é uno
E o outro ser também não.
 

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Jueves, Marzo 31, 2011 - 16:13

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