Revolução geométrica
Quando adormeço
Soltam-se figuras geométricas
De muitos vértices, que riscam o sono
E ferem o silêncio com ângulos agudos
Que vomitam gritos quase rectos
Linhas semi-rectas esbarram no pensamento
A ausência de círculos
Impede o o contorno dos labirintos do passado
E pesadelos anacrónicos,
Saltam a sebe da consciência
De manhã, caos instalado no acordar
Restos de revolução, nos lençóis amarrotados
Com vincos de polígonos mortos
Vítimas de guerra sem papel
Generais sem minas
Procurando mm de carvão
Na alvura do terreno
Levanto-me da batalha
Faço a cama devagar
Lavo as mãos e chamo Pilatos
Antes de escrever mais um poema
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Jueves, Abril 7, 2011 - 18:11
Poesia :
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Comentarios
Como encanta tua
Como encanta tua poesia
nesta vemos seu desassossego ....
muito bom !!!!
Um beijo grande
Susan
Revolução geométrica
Lindo poema, onde relatas uma noite mal dormida...
MarneDulinski