“DÍSTICA CORDA RUÍDA”

Isto aqui é tudo mecha

Do sistema, o violão

Bem se vê e não se queixa

Quem tem, tem, ou então:

 

Faz de sonho apagado

Do que quer, uma ilusão

Só não dá para este lado

Mas quer ser sem a razão

 

De artista, já lhe chamaram

Queria o poema na mão

Que não viu quanto aldrabaram

As vozes do seu coração

 

Declamar, até declamava

Que artistas, todos o são

Mas, nem todo iluminava

A ribalta da canção

 

Já fazia pelos caídos

Esperando a palavra

Como quem faz uns pedidos

Para ver se o momento chegava

 

A moeda tinha o poder

Adiando a cessão

E assim poder dizer:

- Eu sou e tenho a mão

 

Isto aqui é tudo mecha

E o Povo é o patrão

Deixa para lá e desleixa

Do sistema, o violão

 

Dística corda ruída

Baseada no ditado

Quando assim, fica vencida

No tento pronunciado.

***

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Domingo, Abril 17, 2011 - 02:19

Poesia :

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antonioduarte

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“DÍSTICA CORDA RUÍDA”

Lindo e maravilhoso poema, gostei muito!

Meus parabéns,

MarneDulinski

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