Fim
Era o Outono.
As folhas caíam.
O céu antecipava saudades
Dos que em breve rumariam ao Sul,
Mas ainda não chorava.
O nó na garganta…
Estava escuro.
Já não importa se era quase dia ou quase noite.
Apenas escuro.
As despedidas, purpureas
Não se destacavam,
Nem o padre viria de uma só cor.
Estava escuro, o Outono.
Se ao menos chovesse
Poderia sentir a terra,
Limpa, cheirosa…
Tremiam-lhe as pernas,
Tentou resistir, unindo os joelhos.
Amen, naquele dia soara-lhe a eternidade,
Uma vibração cósmica unificadora do universo…
Cinco minutos bastariam para rever toda uma vida…
Mas já não os tinha.
Pequenas pedras ecoam agora no pinho
E os sinos, incansáveis, anunciam o silêncio.
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Miércoles, Octubre 15, 2008 - 14:15
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Comentarios
Re: Fim
É bom desabafar a tristeza na poesia…
:-)
Re: Fim
Um rebate dos sinos antevendo o Outono de uma despedida.
Profundamente triste.
Abraço
Re: Fim
Abraço