Nada de novo

Recentemente caí.

Uma vez em pé
Pude constatar
Que para além de rodar,
(O que sempre admiti como certo)
O mundo estava exactamente igual.
Não o descreverei
Por preguiça ou receio,
Mas acredito que sabem
Aquilo que eu também sei.

Foi caso de tristeza,
Desvendar o mistério
Sem encontrar novidade.

Fica-me a satisfação,
De comprovar a certeza
Que batendo com a cabeça,
Com tanta brutalidade,
E ficar tudo na mesma
(num livro de Damásio,
já encontrara referências
a trocas de personalidade),
Não é mal que me pertença,
Nem na cabeça, nem da idade.
Isto já andava mal,
Quando,
Recentemente caí.

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Jueves, Octubre 30, 2008 - 19:14

Poesia :

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Conchinha

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Re: Nada de novo

Um poema com arte, razão e sentimento!!!

:-)

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