Escultura-Carne
para que não te veja
faço-te invisível
acima do pedestal.
para que não te recorde
nem tão pouco te reconheça
faço-te silêncio.
de uma qualquer inquietude
sem cinzelada temporal ou causal
sem garra drama ou trama
como um fiel amante com nome enganado
que se levanta antes da alvorada
e nos conta uma história
tão bela de tão falsa
que em sonhos sorrimos
à versão acelerada.
mas, não vás ainda!
deixa que eu te acabe,
assim leve e invisível.
para que não me recordes
para que não me vejas sangrar,
ao esculpir-te por entre meus dedos pez .
Apesar de invisível, move-se no abalo forte das minhas emoções.
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Viernes, Octubre 31, 2008 - 20:24
Poesia :
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Comentarios
Re: Escultura-Carne
Não se vê, mas sente-se... intensamente.
Beijo.
Re: Escultura-Carne
Apesar de invisível... existe!
Gostei muito.
Bjs
Re: Escultura-Carne
Escreve sempre com emoção MariaTreva!
Esculpe as suas palavras como esculpe as imagens dos seus poemas...de forma brilhante!
Beijos
Re: Escultura-Carne
Bonito. Apesar de invisível, consegui visualizar a artista a esculpir.
Bjs