Sombras
Eu velarei a tua sombra onde
o tempo com seu séquito de outonos
transite o caos para além das pálpebras
e seguirei a marca dos teus passos
que um dia foram bússola, quadrante
e arca para os lúgubres despojos
da errática odisseia que empreendi
em direção ao sul dos meus naufrágios.
Onde, grave e remota, a tua sombra
esteja, a minha sombra – teu reflexo –
ali estará, na borda do abandono,
para cifrar o signo dos percursos
que levam ao revés dos teus enigmas
e recorrer contigo lado a lado
os páramos sem fim do esquecimento
e os infernos vorazes da memória.
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Jueves, Mayo 5, 2011 - 22:09
Ministério da Poesia :
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