Antúrios

Lembranças
semi-esquecidas,
rodam a ciranda
entre os antúrios
da varanda.

Beijos proibidos,
corpos requeridos
e o desejo
dos enxames
remexidos.

Coisas da idade,
da gente da cidade,
entre as lamparinas
da santa castidade.

Amores de
recém virgens,
no tempo
sem cicatrizes
das paixões meretrizes.

Amores do Passado
que fogem da memória,
como alguma
banalidade
da História,

Ou como um fato da vida,
cujo fim e começo
foi só um tropeço.
 

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Miércoles, Mayo 11, 2011 - 12:38

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fabiovillela

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Antúrios

Muito lindo poema, gostei muito!

Meus parabéns,

Marne

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