O poema quase um sustento
Calcei-me de bronze.
Num primeiro segundo, quase brilho
Os meus pés como chumbo, minha boca seca
Vesti-me de tédio, fiz a mim próprio um filho
O silêncio tinha pelos na língua.
Houve um céu que não tinha palato
Houve um sol que prenunciava chuva
Houve um armário guardado num fato
Houve tudo o que não houve.
Se ao menos a chuva se calçasse de bronze…
Palavra a palavra, fosse a escrita um grito
O poema quase um sustento
A verdade uma lança capaz de cortar o tempo.
Fosse o sonho a bronze escrito
E não seria capaz de te dizer
De te amar para o que houver
De te sofrer
Não seria capaz de te ter
Nem sequer trocar:
Poesia por mulher.
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Lunes, Diciembre 8, 2008 - 19:18
Poesia :
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Comentarios
Re: O poema quase um sustento
Um poema escrito com alma!
:-)
Re: O poema quase um sustento
Onde acaba , onde começa ?...ténue linha que os define...no entanto, são sustento que escreves... que alimenta a poesia.
Fabuloso!
Beijo