O poema quase um sustento

Calcei-me de bronze.
Num primeiro segundo, quase brilho
Os meus pés como chumbo, minha boca seca
Vesti-me de tédio, fiz a mim próprio um filho
O silêncio tinha pelos na língua.

Houve um céu que não tinha palato
Houve um sol que prenunciava chuva
Houve um armário guardado num fato
Houve tudo o que não houve.

Se ao menos a chuva se calçasse de bronze…

Palavra a palavra, fosse a escrita um grito
O poema quase um sustento
A verdade uma lança capaz de cortar o tempo.

Fosse o sonho a bronze escrito

E não seria capaz de te dizer
De te amar para o que houver
De te sofrer
Não seria capaz de te ter
Nem sequer trocar:
Poesia por mulher.

Submited by

Lunes, Diciembre 8, 2008 - 19:18

Poesia :

Sin votos aún

admin

Imagen de admin
Desconectado
Título: Administrador
Last seen: Hace 8 semanas 6 días
Integró: 09/06/2010
Posts:
Points: 44

Comentarios

Imagen de Henrique

Re: O poema quase um sustento

Um poema escrito com alma!

:-)

Imagen de Anonymous

Re: O poema quase um sustento

Onde acaba , onde começa ?...ténue linha que os define...no entanto, são sustento que escreves... que alimenta a poesia.

Fabuloso!

Beijo

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of admin

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Amor O ainda desvario 3 4.498 03/27/2008 - 15:25 Portuguese
Poesia/Amor Apenas humanos 1 6.562 03/24/2008 - 14:57 Portuguese
Prosas/Otros O escritor é a sua árvore 1 9.091 03/20/2008 - 14:05 Portuguese
Poesia/Meditación Dialogo existencial e outras comédias 1 5.688 03/17/2008 - 23:21 Portuguese
Prosas/Otros O homem sonha, a obra nasce. Deus existe? 2 8.160 03/11/2008 - 20:45 Portuguese