LUZES (A António Ramos Rosa)

Luzes há, que se espalham pela vida,
Atropelando formas e coisas,
Doenças e cadáveres…..
Luzes há que escolhem a alma
Como um repouso lancinante
De langor e firmeza!
Luzes do escuro tenebroso,
Desabrochando sóbrias de si
Na perfeição encaixada deste muro-corpo.

Luzes, há tanto tempo esperadas!

Luzes rompendo como ondas,
Atravessando o coração,
Para não mais fazerem belas as faces
Que as acolhem em silêncio.

Num profundo silêncio!
 

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Jueves, Mayo 26, 2011 - 22:49

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Lakatos11

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