Preso na Solidão

Desnuda-se gelada esta madrugada,
na imensidão vazia do leito que me espera…
Despido de sentido aporto este corpo despojado
do calor que emana essa tua silhueta esbelta…

Inalo o odor destes lençóis de flanela
que me envolvem nesta redoma de solidão,
na esperança de conseguir destilar o subtil aroma
que a tua pele de veludo graciosamente irradia…

Prisioneiro do tempo que verte lento
no ténue fio dessa miserável ampulheta…
Clamo humildemente em silenciosos bramidos
que me resgates desta insuportável escuridão…

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Jueves, Enero 8, 2009 - 17:05

Poesia :

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admin

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Comentarios

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Re: Preso na Solidão

A solidão tem quase sempre um lado escuro,..mas no silêncio encontramo-nos também muitas vezes - a nós e ao outro

belo o seu poema

Dolores

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Re: Preso na Solidão p/ Dolores

É no silêncio que nos encontramos... belo o seu comentário...

beijo

Imagen de Anonymous

Re: Preso na Solidão

"Suspeitei uma vez que a única coisa sem mistério é a felicidade, porque se justifica por si só."
(Jorge Luis Borges)

Se as tuas ligações de amor no mundo terreno forem como são os teus escritos, temos aí um Dom Juan. Muito bom amigo. Um abraço

Imagen de Anonymous

Re: Preso na Solidão p/ Gothicum

Uma observação curiosa, para a qual ainda não tinha divagado...

Abraço :-)

Imagen de Isabor

Re: Preso na Solidão

Apelo dramático, intenso de poesia.
Gostei bastante.
Araço.

Imagen de Anonymous

Re: Preso na Solidão p/Isabor

Grato pelas tuas palavras

Abraço

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