Respirar

Absorto no penoso esvair do tempo, enumero
as gotículas de chuva que sibilam lá fora...

Prolongo os meus braços na extensão deste vazio
que escorre na imensidão dos trilhos do deserto
suspirando por teu esbelto torso, nestas mãos
cravadas pelos pungentes grilhões, alcançar…

Acolher-Te na ternura deste leito que anseia
abraçar essa alvura resplandecente que emana
sublime das feições suaves desse esbelto rosto…

Assim ficar imersos no melodioso trago dos
compassos do tempo dos amantes enlaçados
no filamento puro do envolvente respirar...

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Lunes, Enero 26, 2009 - 00:44

Poesia :

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admin

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Re: Respirar

"Absorto no penoso esvair do tempo, enumero
as gotículas de chuva que sibilam lá fora..."

O som que se ouve lá fora é sempre um renascer por dentro, entre a inspiração e a respiração

Belo o seu poema

Beijos

Dolores

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Re: Respirar

Olá Moreno :-)

Mergulhamos no teu poema, tragamos cada verso no compasso da ausência.

Belo poema...que nos envolve na extensão desse ' vazio´

beijo :-)

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Re: Respirar

" Todo homem que encontro é superior a mim em alguma coisa. Por isso, dele sempre aprendo alguma coisa. "
(Emerson)

...nem que seja no acto mostrar a ternura e provocar a felicidade…abraços poeta.

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