Jazigos do nada

Poderosa arma de destruição maciça
Sibila... agressivamente nos despejar de palavras
Estado de quem vive na redoma do seu ego
Vendam os olhos... espelho da sociedade

Credo implacável das vãs mentes hipnotizadas
Letargia insensível, mórbida e profunda
Prisioneiros do templo onde se abrigam
Trincheira alojada nas paredes da escuridão
Doença crónica... degenerativa, sem sintomas

Condenáveis, por defeito...
Censuram os rasgos de luz e sabedoria
Pretendem ser senhores da razão
Abominam a verdade, estrangulam as palavras
Imperícia cultivada... em crenças e convicções disformes

Cavam sua própria sepultura nos jazigos do nada
Harmonioso exílio... dos sentidos
(não vêem, não ouvem. não sentem)
Fenecem na agonia do umbigo
Juízes da própria sentença
Mestres da abjecta ignorância!

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Lunes, Febrero 2, 2009 - 01:00

Poesia :

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Re: Jazigos do nada

"Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros."
(George Orwell)

…na animalesca tradição da existência humana, onde os dejectos bocais se transformam em imundices produzidas pelo cérebro, corrompemos o saber estar do nosso devir existencial. Porque não aceitamos a diferença? Porque será que a razão sempre é só vista de um dos lados? Amigo, acutilância e verdade doa a quem doer…Fico pasmado com o vero parafraseado de tua eloquência. Abraços (virtuais e distantes).
Cordialmente, Sombras Negras

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