A vontade de te escrever
A vontade de te escrever
Vem de lado nenhum,
Por comando de outrém.
É o fardo que carrego
Quando todos parecem tão especiais
Eu sou anormal.
A pele que me veste não é mais a minha,
Essa foi roubada faz tempo,
Pela inveja causada pelo mau olhar.
Pode ser vermelha, roixa, tanto faz…
Não é amigável, nem quando a toco amansa.
Sinto-me ninguém,
Sou ninguém.
Quando à noite permaneço acordada
Chorando por ser alguém tão especial como os outros.
Ensinei-lhes a serem especiais…
Para quê?!
Vivo a vida fugindo do transtorno que a confiança,
O conhecimento pode me causar
Finjo uma mentira quando as pessoas se aproximam
Com a doidice costumeira.
Quem me dera poder voar para longe da mentira que vos envolve!
Anseio pela dor da normalidade,
Pelo descanso aguardado.
As palavras que borbulham repletas de sentido,
A mão que agarrará a minha…
Não consigo fugir de mim mesma
Ser quem nunca fui, somente no teatro que tal gente interpreta…
Tudo me foi roubado…
O meu parecer não foi clamado
Pedras… grandes, pequenas…
Pesam-me por tudo o que vejo e escrevo.
Perco-me num buraco do tempo,
Possuo um coração fácil,
Impetuoso para os sentimentos
Que procura por momentos que o façam viver.
Penso, muitas vezes no que farei se um dia
Parar de te dar a conhecer…
Não me distancio,
Se um dia te fores embora
Procurar-te-ei infinitamente
Com a ânsia de voltarmos à anormalidade
De uma vida que só nós, juntas conhecemos.
JS.
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Comentarios
descoberta
a vida,
uma permanente descoberta;
o amor,
o senhor das emoções;
A poesia,
um porto de abrigo das tempestades.
Envio um abraç0o!
_Abilio Henriques.
Querido amigo, pegando nas
Querido amigo,
pegando nas tuas gloriosas palavras,
"A poesia,
um porto de abrigo das tempestades" e nem só, posso te confessar que ao escrever poesia e nem só, redescobri o meu caminho de volta à luz da vida, passei a enxergar a essência da vida, da minha vida. E tornei-me em quem hoje sou.
O que somos, está à vista de todos, por vezes não nos querem ver, perceber ou procurar entender, por isso andamos por trilhos confusos. Até ao dia... em que acordamos!
Um beijinho e obrigada pela tua interpretação!
Joana.
Olá, querida, Joana,
Olá, querida, Joana,
todos nos sentimos como que uma aberração, quando esta vem do não conseguirmos ver, nossos tão nobres sentimentos, juntando-lhes a emoção de vivê-los em plenitude, com tudo a que temos direito. A dor, se recalcada (mesmo querendo uma diferença aqui, nem sempre nos é possível, fugir de tal fogueira, no fogo que nos consome), não nos deixa ver senão a feiura, que cremos estar em nós e até nos que nos querem bem, apelidando-os de certa anormalidade. És alguém, cada um de nós, aqui, o é, basta aceitarmo-nos, por mais que se tenham apossado, indignamente de nossa pele, subvertendo os olores mais subtis e macios, que são graça e vida numa Mulher. Como sempre um prazer ler-te e deixar-te meu humilde comentário. Teus poemas, tão realistas, falam de ti e de como te vês ou julgas-te, mas sempre terminas com palavras de bem-querer, numa esperança de alcançar teus anseios e desejos, que bem o sabes, está apenas meio escondidos, como que nos espreitando de esguelha. Gostei muito.
Beijinhos meus em ti.
Jorge Humberto
Querido Jorge, é verdade.
Querido Jorge,
é verdade. Conseguiste descobrir a essência deste poema. Todos nós, nos sentimos aberrações em diversos contextos.
Esta foi a minha forma de expressar a necessidade que sinto da escrita e ela por mim.
Beijinhos,
Joana.