A vontade de te escrever

A vontade de te escrever
Vem de lado nenhum,
Por comando de outrém.
É o fardo que carrego
Quando todos parecem tão especiais
Eu sou anormal.
A pele que me veste não é mais a minha,
Essa foi roubada faz tempo,
Pela inveja causada pelo mau olhar.
Pode ser vermelha, roixa, tanto faz…
Não é amigável, nem quando a toco amansa.
Sinto-me ninguém,
Sou ninguém.
Quando à noite permaneço acordada
Chorando por ser alguém tão especial como os outros.
Ensinei-lhes a serem especiais…
Para quê?!
Vivo a vida fugindo do transtorno que a confiança,
O conhecimento pode me causar
Finjo uma mentira quando as pessoas se aproximam
Com a doidice costumeira.
Quem me dera poder voar para longe da mentira que vos envolve!
Anseio pela dor da normalidade,
Pelo descanso aguardado.
As palavras que borbulham repletas de sentido,
A mão que agarrará a minha…
Não consigo fugir de mim mesma
Ser quem nunca fui, somente no teatro que tal gente interpreta…
Tudo me foi roubado…
O meu parecer não foi clamado
Pedras… grandes, pequenas…
Pesam-me por tudo o que vejo e escrevo.
Perco-me num buraco do tempo,
Possuo um coração fácil,
Impetuoso para os sentimentos
Que procura por momentos que o façam viver.
Penso, muitas vezes no que farei se um dia
Parar de te dar a conhecer…
Não me distancio,
Se um dia te fores embora
Procurar-te-ei infinitamente
Com a ânsia de voltarmos à anormalidade
De uma vida que só nós, juntas conhecemos.
 

JS.

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Viernes, Julio 1, 2011 - 01:25

Poesia :

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JoanaSilva

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Comentarios

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descoberta

a vida,
uma permanente descoberta;

o amor,
o senhor das emoções;

A poesia,
um porto de abrigo das tempestades.

Envio um abraç0o!

_Abilio Henriques.

Imagen de JoanaSilva

Querido amigo, pegando nas

Querido amigo,

pegando nas tuas gloriosas palavras,

"A poesia,
um porto de abrigo das tempestades" e nem só, posso te confessar que ao escrever poesia e nem só, redescobri o meu caminho de volta à luz da vida, passei a enxergar a essência da vida, da minha vida. E tornei-me em quem hoje sou.

O que somos, está à vista de todos, por vezes não nos querem ver, perceber ou procurar entender, por isso andamos por trilhos confusos. Até ao dia... em que acordamos!

Um beijinho e obrigada pela tua interpretação!

Joana.

Imagen de Jorge Humberto

Olá, querida, Joana,

Olá, querida, Joana,

todos nos sentimos como que uma aberração, quando esta vem do não conseguirmos ver, nossos tão nobres sentimentos, juntando-lhes a emoção de vivê-los em plenitude, com tudo a que temos direito. A dor, se recalcada (mesmo querendo uma diferença aqui, nem sempre nos é possível, fugir de tal fogueira, no fogo que nos consome), não nos deixa ver senão a feiura, que cremos estar em nós e até nos que nos querem bem, apelidando-os de certa anormalidade. És alguém, cada um de nós, aqui, o é, basta aceitarmo-nos, por mais que se tenham apossado, indignamente de nossa pele, subvertendo os olores mais subtis e macios, que são graça e vida numa Mulher. Como sempre um prazer ler-te e deixar-te meu humilde comentário. Teus poemas, tão realistas, falam de ti e de como te vês ou julgas-te, mas sempre terminas com palavras de bem-querer, numa esperança de alcançar teus anseios e desejos, que bem o sabes, está apenas meio escondidos, como que nos espreitando de esguelha. Gostei muito.

Beijinhos meus em ti.
Jorge Humberto

Imagen de JoanaSilva

Querido Jorge, é verdade.

Querido Jorge,

é verdade. Conseguiste descobrir a essência deste poema. Todos nós, nos sentimos aberrações em diversos contextos.

Esta foi a minha forma de expressar a necessidade que sinto da escrita e ela por mim.

Beijinhos,

Joana.

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