CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

anacrônico

Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.

Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.

No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.

Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.

O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte. Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.

Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.

Submited by

terça-feira, setembro 2, 2014 - 02:25

Críticas :

No votes yet

Pablo Gabriel

imagem de Pablo Gabriel
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 17 semanas 4 dias
Membro desde: 05/02/2011
Conteúdos:
Pontos: 2944

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Pablo Gabriel

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Meditação Tempo, laços e amores. 0 517 06/01/2015 - 20:25 Português
Poesia/Amor Boca 0 540 05/29/2015 - 13:38 Português
Poesia/Meditação Múrmuros 0 942 05/08/2015 - 15:19 Português
Poesia/Meditação Casa sem morada 0 546 04/27/2015 - 18:56 Português
Poesia/Amor Armas e poesias 0 694 04/10/2015 - 14:38 Português
Poesia/Meditação Engrenagem 0 752 03/24/2015 - 18:20 Português
Poesia/Meditação Margens 0 602 03/17/2015 - 15:43 Português
Críticas/Outros Apaixone-se pelo gesto e não pelo objeto! 0 1.045 03/06/2015 - 18:44 Português
Poesia/Meditação Possuir 0 1.019 03/04/2015 - 15:28 Português
Poesia/Meditação Pálida Noite 0 643 02/27/2015 - 15:52 Português
Críticas/Outros Sobre a educação, porcos e diamantes. 0 811 02/20/2015 - 14:21 Português
Poesia/Meditação Entretempo 0 1.077 02/19/2015 - 17:46 Português
Críticas/Outros Tempo 0 1.443 02/06/2015 - 13:38 Português
Críticas/Outros Boca seca 0 1.451 01/31/2015 - 13:08 Português
Críticas/Outros Coito interrompido 0 868 01/31/2015 - 13:05 Português
Poesia/Meditação Falência programada 0 875 09/19/2014 - 19:43 Português
Fotos/Outros Silencio, inocente. 0 1.390 09/18/2014 - 13:57 Português
Poesia/Geral Ao acaso 0 1.850 09/04/2014 - 14:10 Português
Críticas/Outros anacrônico 0 1.191 09/02/2014 - 02:25 Português
Críticas/Outros Sobre a eleição, sujeiras e confiança. 0 716 08/28/2014 - 16:20 Português
Poesia/Geral Tempo? 0 1.160 08/27/2014 - 15:01 Português
Críticas/Outros Desbotar 0 1.488 08/25/2014 - 22:35 Português
Poesia/Geral Morro 0 778 08/19/2014 - 19:18 Português
Poesia/Amor Gatuno 0 721 08/18/2014 - 15:23 Português
Poesia/Meditação Pulsar 0 802 08/14/2014 - 13:27 Português